deu um passo importante em sua estrutura organizacional, quando realizou o 1º Encontro de Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste em novembro de 2006 em Salvador na Bahia a fim de fazer uma maior interação entre as mulheres e continuar o sonho da grande guerreira Maninha Xukuru-Kariri, falecida em 11 de outubro de 2006, sonho esse que era ver as mulheres guerreiras indígenas fortalecidas e organizadas.

Foi muito importante a troca de experiência e intercâmbio com organizações indígenas de outras regiões do país a exemplo a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), representada pela Valéria Payê, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Organização das Mulheres Indígenas de Roraima representados pela Drª. Joênia Wapichana.

Como resultado do deste 1º Encontro de Mulheres Indígenas foi demandado a realização da 1ª Assembléia Regional das Mulheres Indígenas do Nordeste e Leste que aconteceu nove meses após precisamente nos dias de 13 a 16 de agosto de 2007 em Ribeirão das Neves região metropolitana de Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais, foi quando se deliberou que a APOINME criasse o Departamento de Mulheres Indígenas (DMI).

Dando continuidade ao fortalecimento da luta das mulheres a APOINME inicia os trabalhos de 2011 realizando a 2º Assembléia Regional das Mulheres Indígenas. Na aldeia de Rodelas, do Povo Tuxá, estado da Bahia, entre os dias 27 a 30 de março de 2011, nós, mulheres indígenas de 36 povos dos estados da Bahia, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande  do Norte, realizamos a 2ª Assembléia das Mulheres Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, com o tema “ Fortalecer os saberes das mulheres indígenas para garantir a participação política nos espaços de decisões.”

Debatemos os seguintes temas: participação política das mulheres indígenas; políticas públicas, grandes empreendimentos de impactos à terras indígenas; reestruturação da FUNAI; transição da saúde indígena para a Secretaria Especial de Saúde Indígena; desenvolvimento sustentável e ATER Indígena; regularização dos territórios indígenas; equidade de gênero e Lei Maria da Penha. Registramos que os povos indígenas continuam enfrentando graves problemas